Morning Call
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Ibovespa despenca 1,8% com escândalo Flávio-Vorcaro; dólar volta a R$5 e amplitude do mercado vai ao chão
Dia marcado por forte ruído político interno: reportagem revelou áudio de Flávio Bolsonaro pedindo US$24 mi ao dono do Banco Master para financiar filme sobre Jair Bolsonaro — mercado reagiu com venda generalizada. Amplitude do IBOV colapsou: apenas 16,5% das ações acima da média de 20 dias (sinal de fraqueza ampla). No front externo, PPI americano (índice de preços ao produtor) veio quente em 6% a.a., maior alta desde 2022, e Kevin Warsh foi confirmado como novo presidente do Fed num ambiente de inflação persistente. Hoje o foco vai para vendas no varejo dos EUA às 9h30, que pode mexer com o humor global.
O que tá dando o tom
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Ibovespa fechou em queda de 1,8%, a 177 mil pontos — maior queda em semanas, puxada pelo escândalo político envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master.
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Dólar avançou 2,3% e voltou acima de R$5 — maior ganho diário em 5 meses. Risco político eleitoral voltou ao radar do mercado.
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Juros futuros de médio prazo subiram mais de 30 pontos-base (0,30 ponto percentual) — mercado precificando incerteza adicional à frente.
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Banco do Brasil (BBAS3) decepcionou: lucro caiu 53% no 1T26, ROE de apenas 7,3% e guidance de lucro para 2026 cortado de R$22-26 bi para R$18-22 bi. Inadimplência no agronegócio pesou.
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Nos EUA, S&P 500 e Nasdaq renovaram recordes mesmo com PPI quente — techs lideraram com Cisco disparando 15% após resultado forte. Ambiente dual: inflação alta, bolsa em alta.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Amplitude crítica: apenas 16,5% das ações do IBOV acima da média de 20 dias. Ambiente desfavorável para entradas compradas — quem já está posicionado avalia stops, quem está fora não tem pressa para entrar.
Para o investidor de longo prazo
Ruído político eleitoral de curto prazo pode manter dólar elevado e juros futuros pressionados por mais sessões. Não é hora de adicionar risco Brasil precipitadamente — aguardar acomodação.
Para acionista de BBAS3
Corte de guidance e queda de 53% no lucro com inadimplência no agro subindo 86% no custo de crédito. ROE de 7,3% é fraco para o setor. Cabe reavaliar tese antes de qualquer movimento.
No radar — agenda BR + EUA
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668