Morning Call
terça-feira, 26 de maio de 2026
IBOV em alta com petróleo derretendo, mas breadth ainda crítico — 19% das ações acima da MA20
Sessão de ontem foi dominada pela queda do petróleo (Brent -6,78% a US$93,42), que empurrou o IBOV a 177.815 pontos (+0,91%) e derrubou o dólar para R$5,019. O gatilho: sinalização de avanço nas negociações EUA-Irã para reabertura do Estreito de Ormuz. Wall Street fechada pelo Memorial Day, mas futuros reagiram bem. Hoje, atenção ao dado de Confiança do Consumidor americano (CB) às 11h e ao leilão de 2 anos do Tesouro dos EUA às 14h — semana pesada à frente com PCE e desemprego nos EUA que podem influenciar expectativas de corte de juros pelo Fed.
O que tá dando o tom
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Petróleo Brent tombou 6,78% com otimismo de acordo EUA-Irã — Petrobras pagou o preço: PETR4 cedeu 2,43% e perdeu R$16,5 bi em valor de mercado, menor patamar desde março.
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IBOV fechou em alta de 0,91% aos 177.815, puxado pelo alívio de commodities e queda do dólar para R$5,019 — mas o rali foi estreito: só 19% das ações do índice estão acima da média de 20 dias (sinal de fraqueza ampla).
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Curva de juros futuros fechou em baixa pela 3ª sessão seguida — DI jan/29 recuou 18 pontos-base para 13,71%, indicando que o mercado já embute algum alívio à frente.
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PEC do fim da escala 6x1 toma forma: relatório prevê semana de 40h com transição de 14 meses. Votação esperada ainda esta semana na Câmara.
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Copasa (CSMG3) atrai Equatorial e consórcio ligado à Aegea (com Itaúsa e GIC) para disputa pela fatia de 30% — sinal de apetite de grandes players por concessões de saneamento.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Breadth crítico: apenas 19% das ações do IBOV acima da média de 20 dias e 17,7% acima da de 50 dias. O índice subiu, mas poucos papéis puxaram. Entradas compradas merecem seletividade — confirmar volume e participação antes de ampliar posições.
Para o investidor de longo prazo
Semana pesada nos EUA (PCE, desemprego) pode remover ou reforçar apostas de corte de juros pelo Fed. Bom momento para não antecipar movimentos — aguardar dados antes de alterar alocação em renda variável global.
Para acionista de PETR4 / PETR3
Queda do petróleo com narrativa de Ormuz pode ter fôlego se acordo EUA-Irã avançar. PETR4 no menor nível desde março. Quem carrega posição acompanha evolução das negociações e próximas revisões de preço de paridade — sem sinal técnico de reversão ainda.
No radar — agenda BR + EUA
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668