Morning Call
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Breadth do IBOV em 24% acima da MA20 e juro futuro em alta: mercado abre na defensiva antes de PIB, emprego e dívida
Dia pesado de agenda doméstica: PIB do Brasil do 1T (consenso 1,8% anual), taxa de desemprego de abril e dados de dívida bruta e balanço orçamentário saem antes das 9h30. O mercado fechou ontem pressionado por tensão no Estreito de Ormuz — ataques iranianos geraram cautela mesmo com NY renovando recordes. Juros futuros subiram (DI jan/29 em 13,885%), dólar e ouro ainda refletem apetite por proteção. Nos EUA, PMI de Chicago e discurso de Bowman (Fed) completam a agenda da manhã.
O que tá dando o tom
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Amplitude do IBOV em nível crítico: apenas 24% das ações acima da média de 20 dias e 16,5% acima da de 50 dias — sinal de fraqueza disseminada, não concentrada em poucos papéis.
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Tensão no Estreito de Ormuz pesou ontem: novos ataques iranianos reverteram otimismo inicial com cessar-fogo de 60 dias, derrubando o Ibovespa e elevando o ouro como ativo de proteção.
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Petróleo e Petrobras: a estatal reajustou a gasolina em R$ 0,48/l, mas subvenção de R$ 0,44 limita o repasse líquido a R$ 0,04/l — impacto marginal no caixa no curto prazo.
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Itaú anuncia R$ 3,99 bi em JCP (R$ 0,36 bruto/ação), com posição-base em 18 de junho; Smart Fit também distribuiu proventos. Semana com fluxo de JCP no radar.
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Dell disparou 22% no after hours dos EUA com resultado recorde em servidores de IA; Snowflake subiu 36% — melhor dia da história. Tech de IA segue como motor de NY mesmo com volatilidade geopolítica.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Amplitude crítica (apenas 24% das ações do IBOV acima da MA20) recomenda cautela com entradas compradas. Agenda pesada antes das 9h pode gerar volatilidade na abertura — aguardar os dados de PIB e desemprego antes de montar posição direcional.
Para o investidor de longo prazo
PIB do 1T e taxa de desemprego de abril saem hoje e podem redefinir a narrativa de atividade econômica para o segundo semestre. Se o crescimento vier abaixo do esperado, reforça o cenário de desaceleração que o mercado de juros já começa a precificar.
Para acionista de ITUB4
JCP de R$ 0,36 bruto por ação com posição-base em 18 de junho. Quem quiser capturar o provento precisa estar posicionado antes dessa data. Cabe avaliar se o rendimento justifica carrego no cenário atual de juro futuro elevado.
No radar — agenda BR + EUA
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668