Morning Call
terça-feira, 1 de setembro de 2026
IBOV fecha agosto com alta de 1% no último dia, mas mês foi de saída recorde de estrangeiros; petróleo acima de US$90 e tensão EUA-Irã mantêm Wall Street cautelosa
Setembro começa com agenda carregada: ISM Manufacturing PMI dos EUA às 11h dá o tom para a percepção de atividade industrial americana. Amanhã sai o PIB do 2º trimestre brasileiro, com projeção de alta de 0,4%-0,5% — bem abaixo do 1,1% do trimestre anterior. O presidente do Fed (banco central dos EUA), Kevin Warsh, sinalizou postura mais dura contra inflação, elevando as apostas em alta de juros em setembro para ~58%. Historicamente, setembro é o pior mês do ano para o S&P 500 — vale ficar de olho se tensão geopolítica e Fed confirmam o padrão.
O que tá dando o tom
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IBOV fechou o último dia de agosto em alta de 1,3%, puxado por Petrobras (+3%) com o Brent acima de US$90, mas o mês terminou com queda de 0,33% e saída recorde estimada em R$18,5 bi de investidores estrangeiros.
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Brent subiu 2,2% no dia e acumula +4,4% na semana após Irã atacar bases americanas na Jordânia em retaliação a ofensivas dos EUA — Trump prometeu resposta e classificou o confronto como 'contido'.
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Wall Street fechou em queda leve: S&P 500 -0,33% e Nasdaq -0,12%, com juros dos Treasuries (títulos do governo americano) subindo e mercado em modo de cautela com a escalada no Oriente Médio.
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Ouro caiu 1,3% no dia apesar de ter acumulado +10,7% em agosto — movimento incomum que pode refletir realização de lucros e alta de juros nos EUA pressionando o metal.
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Governo entregou o Orçamento de 2027 com previsão de superávit primário de R$18,6 bi — primeiro resultado positivo em cinco anos — mas acionou quatro gatilhos de contenção de gastos, e incerteza econômica atingiu maior alta em cinco meses segundo FGV.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Setembro historicamente é o pior mês para bolsas americanas, e a combinação de tensão EUA-Irã + Fed mais duro aumenta o ruído. Para o trader: cautela com posições compradas em ativos correlacionados a risco global; Brent acima de US$90 pode continuar beneficiando ações de petróleo no curto prazo.
Para o investidor de longo prazo
Saída de R$18,5 bi de estrangeiros do IBOV em agosto é dado relevante — fluxo externo costuma pesar no câmbio e na bolsa. Para o investidor de longo prazo: vale monitorar se o fluxo se reverte em setembro antes de aumentar exposição em renda variável local.
Para acionista de PETR4
Brent acima de US$90 com escalada EUA-Irã sustenta o preço do petróleo no curto prazo, o que é positivo para receitas da Petrobras. Pesquisas eleitorais também entram no radar — resultado eleitoral pode afetar percepção de risco sobre a empresa ao longo dos próximos meses.
No radar — agenda BR + EUA
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668