Morning Call

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

IBOV emenda a 11ª alta e vai a 185.205 com pesquisa apertada; juro longo lá fora e Ormuz seguram o embalo

Agenda enxuta: só o ISM Services PMI dos EUA às 11h, termômetro do setor de serviços americano, com peso para mexer nos juros longos e no dólar no intraday. O pano de fundo é o juro longo global pressionado — Reino Unido, Alemanha, França e o papel japonês de 10 anos perto de máximas de décadas —, que encarece o dinheiro e disputa fluxo com bolsa e emergentes. No Brasil, indústria mais fraca reforçou a leitura de economia desacelerando e ajudou a derrubar os juros futuros.

O que tá dando o tom

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    Ibovespa +3,05%, aos 185.205 pontos — maior alta diária desde março, 11ª sessão seguida no azul e melhor nível desde maio. O estopim foi a pesquisa eleitoral com empate técnico no segundo turno (42% Lula, 41% Flávio Bolsonaro). Juros futuros cederam em toda a curva.

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    A alta é ampla, não coisa de duas ou três ações grandes: 79,2% dos papéis do IBOV estão acima da média de 20 dias e 59,7% acima da de 50 dias (referência do fechamento de 31/08). Médias móveis são o preço médio recente — acima delas, tendência de curto prazo positiva.

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    Nas empresas: Magalu +16,88% ao listar cerca de 27 mil itens do estoque próprio no marketplace do Mercado Livre; Azzas +11,28% com a separação em Arezzo&Co e SOMA (quem tem AZZA3 fica com ações das duas); Banco do Brasil +5,52% após atualizar o JCP (juros sobre capital próprio) complementar.

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    Lá fora, S&P 500 +0,46% (7.667) e Nasdaq +0,45% (26.218) interromperam três quedas seguidas. O alívio veio dos títulos: o Treasury de 10 anos, papel do Tesouro americano, tocou o maior nível desde novembro de 2023 antes de virar para baixo. Broadcom caiu ~5% com projeção de receita fraca.

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    Brent a US$ 95,36 (-0,28% no dia, +6,31% na semana) com a troca de ataques EUA-Irã e o tráfego reduzido no Estreito de Ormuz. Dólar a R$ 5,0932 (-1,05% na semana), índice do dólar (DXY) em 99,42 e ouro a US$ 4.472 (+1,30%).

O que fazer com isso hoje

  • Para o trader

    Para o trader: com 11 altas seguidas e 79,2% do índice acima da média de 20 dias, a tendência é forte mas esticada — cabe atenção ao ISM às 11h e a exigir volume confirmando antes de perseguir preço.

  • Para o investidor de longo prazo

    Para o investidor de longo prazo: a bolsa está comprando cenário eleitoral e o juro longo lá fora segue pressionado. Movimento sustentado em prêmio político tende a ser volátil nos dois sentidos — cabe acompanhar sem redimensionar carteira por causa de uma pesquisa.

  • Para acionista de AZZA3

    Acordo separa a companhia em Arezzo&Co e SOMA; quem tem AZZA3 passa a ter ações das duas, com a participação preservada. Vale acompanhar os termos e o calendário da operação.

No radar — agenda BR + EUA

11:00🇺🇸ISM Services PMI●●●

Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668