Morning Call
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
IBOV a 185 mil fecha a semana em +6% com o rali de 11 altas interrompido; hoje quem manda é o payroll dos EUA às 9h30
Dia de dado duro: às 9h30 saem o payroll (relatório de emprego dos EUA) e a taxa de desemprego, os dois de alta relevância. É o número que calibra o discurso do banco central americano até a reunião de 16 de setembro — e boa parte do alívio de ontem nos juros veio de aposta, não de dado. O índice do dólar (DXY) a 99,02 mostra que ninguém quer se posicionar antes disso: quase parado no dia (+0,12%) e na semana (-0,14%). Cabe acompanhar antes de ler o alívio recente como mudança de regime.
O que tá dando o tom
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O Ibovespa parou o rali: 185.205 pontos, +6,08% na semana, encerrando uma sequência de 11 altas que somou 11,34%. Chegou a rondar os 189 mil pela manhã, mas a realização de lucros (investidor embolsando ganho depois da alta) tirou o fôlego.
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A amplitude segue larga — 84,4% das ações do IBOV acima da média de 20 dias e 66,2% acima da de 50 (fechamento de referência 01/09). Ou seja, a alta não foi de duas ou três blue chips: veio de boa parte da carteira, o que dá alguma sustentação ao movimento.
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Lá fora, S&P 500 a 7.748 (+1,06%) e NASDAQ a 26.584 (+1,40%), depois que a fala de um diretor do Fed (banco central americano) esfriou as apostas em alta de juros na reunião de 16 de setembro. Na semana, porém, o S&P está de lado (-0,12%).
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Câmbio e commodities: dólar a R$ 5,10, praticamente parado no dia e -1,18% na semana. Brent a US$ 96 acumula +7,02% em cinco pregões, com a disputa no Estreito de Ormuz sem desfecho. Ouro a US$ 4.515 destoa, -0,55% no dia e -2,06% na semana.
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No risco doméstico, a pesquisa de estabilidade financeira do Banco Central mostrou o quadro fiscal como principal preocupação das instituições — 34% em agosto contra 27% em maio. E entrou em vigor o embargo europeu a produtos de origem animal do Brasil, US$ 1,84 bilhão exportados em 2025.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: dois indicadores de alta relevância no mesmo horário (9h30) depois de um rali de 11 altas já interrompido por realização — a amplitude ainda é forte, mas montar posição antes do número é apostar no dado, não ler o gráfico.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: um payroll forte hoje tende a adiar a expectativa de corte de juros nos EUA e a pressionar bolsas globais nos próximos meses; um dado fraco reforça o alívio já visto nos títulos americanos. Vale ver como a curva de juros brasileira reage antes de mexer em alocação.
No radar — agenda BR + EUA
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668