Morning Call

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ibovespa a 187 mil com pesquisa eleitoral no comando; Brent perto de US$ 100 pesa em Nova York

Sem evento macro programado para hoje — a agenda da semana está nas leituras de inflação dos EUA, que seguem como guia. As expectativas de inflação para 12 meses continuam em 3,6% e o crédito ao consumidor de julho veio bem acima do esperado, US$ 18,06 bilhões, combinação que mantém viva a discussão sobre o rumo dos juros por lá. Aqui, o dólar segue perto de R$ 5,09 e o índice do dólar (DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de rivais) ficou de lado em 98,76.

O que tá dando o tom

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    Ibovespa em 187.367 pontos, +1,20% no dia e +5,61% na semana, depois de tocar 189,4 mil pela manhã. O gatilho foi eleitoral: pesquisas mostraram o segundo turno tecnicamente empatado, e os juros futuros (taxas negociadas hoje para prazos à frente) caíram forte.

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    Ajudou a elevação da recomendação de ações brasileiras para compra por um grande banco estrangeiro, na contramão de dois rebaixamentos em agosto — o argumento é espaço para corte de juros maior com a atividade desacelerando. Fica o alerta: hoje o preço se move por urna, não por balanço.

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    Nova York na contramão: S&P 500 -0,58% e Nasdaq -0,32%, com o Dow Jones cedendo 1,17% em dia de cautela com juros e petróleo.

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    Petróleo mandou no pregão: Brent a US$ 99,28 (+1,39%), com o WTI no maior patamar desde junho, depois de os EUA atacarem petroleiros iranianos perto do Estreito de Ormuz e ampliarem sanções sobre a aviação do Irã.

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    O contrapeso é institucional: a crise no Supremo escalou com o afastamento do diretor-geral da PF, um pedido de vista travou o julgamento e a presidência da Corte avalia assumir relatorias. Foi esse tipo de ruído que derrubou a bolsa em agosto.

O que fazer com isso hoje

  • Para o trader

    Para o trader: com o preço reagindo a pesquisa eleitoral e a decisão judicial, a reversão é rápida — o índice já devolveu boa parte da máxima de 189,4 mil no próprio dia. Cabe evitar perseguir a alta sem volume confirmando.

  • Para o investidor de longo prazo

    Para o investidor de longo prazo: Brent perto de US$ 100 na esteira da escalada no Estreito de Ormuz pressiona a inflação global e pode adiar a expectativa de corte de juros nos EUA. Vale acompanhar as leituras de inflação americanas desta semana antes de mexer na alocação.

No radar — agenda BR + EUA

Nenhum evento macro relevante hoje.

Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668