Morning Call
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Brent em três dígitos derruba o Ibovespa 0,93%; IPCA às 9h e ruído em Brasília mandam no dia
Calendário curto: só o IPCA de setembro às 9h, e ele chega com a curva de juros já pressionada. Lá fora, petróleo em três dígitos mudou a conversa — parte do mercado passou a discutir alta, e não corte, na próxima decisão do Fed (banco central americano), com leituras de inflação nos EUA no radar dos próximos dias. No estrutural, a B3 abriu espaço para BDRs de empresas brasileiras no Ibovespa a partir do 1º semestre de 2027, limitados a 10% da carteira teórica. Calendário magro, ruído grande.
O que tá dando o tom
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O Ibovespa fechou a quarta aos 185.629 pontos, queda de 0,93% — a maior perda em quatro semanas —, devolvendo a máxima desde maio marcada na véspera. Mesmo assim, segue +3,29% na semana. Giro de R$ 26,7 bilhões.
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O gatilho veio de fora: Brent a US$ 101 (+5,68% na semana), com a troca de ataques entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz e a ofensiva houthi contra a Arábia Saudita reacendendo o temor de inflação global.
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Os juros futuros (DI — contratos que mostram a taxa que o mercado espera à frente) subiram por toda a curva após cinco sessões de queda: janeiro de 2028 a 13,63% e 2035 a 14,22%. Dólar na casa de R$ 5,10.
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Wall Street no vermelho: S&P 500 -0,48% e Nasdaq -0,64%. O juro do título de 10 anos do Tesouro americano foi a 4,84%, mesmo com a recompra de papéis longos triplicada para US$ 6 bilhões — socorro lido como pequeno.
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Em Brasília, Fachin cassou liminares, manteve o diretor-geral da PF no cargo e levou ao plenário de 15/9 a decisão sobre investigar Moraes. A leitura eleitoral que vinha sustentando o humor doméstico virou realização de lucros.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: IPCA às 9h com a curva de juros futuros pressionada e Brent acima de US$ 100 — o intraday tende a girar em torno da leitura de inflação, e o índice vem de devolver em uma sessão a máxima desde maio.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: petróleo em três dígitos empurra a discussão global de juros na direção oposta à do corte — nos EUA já se fala em alta na próxima reunião do Fed. Juro americano mais alto por mais tempo tende a manter a pressão sobre bolsas e sobre a curva brasileira.
No radar — agenda BR + EUA
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668