Morning Call
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Fed sobe juros e derruba Wall Street; IBOV cai 0,51% em dia de vencimento de opções e agora espera o Copom
Bancos centrais em direções opostas. O Fed subiu os juros americanos em 0,25 ponto, para 3,75%-4%, e sinalizou pelo menos mais uma alta em 2026; o presidente do Fed disse que a inflação está alta demais e há tempo demais. Aqui, o Copom decide a Selic à noite, com as opções da B3 apontando 94,5% de chance de corte de 0,25 ponto, para 13,75% — aposta reforçada pelo IBC-Br, a prévia da atividade, que caiu 0,2% em julho. Juro americano mais alto deixa ativos de risco em ambiente mais hostil.
O que tá dando o tom
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IBOV aos 185.548, -0,51% no dia e praticamente de lado na semana (-0,04%), em pregão de vencimento de opções (data em que os contratos expiram e o giro incha) que movimentou R$ 72,5 bilhões. Petrobras liderou o peso negativo e a Prio caiu 4,34%.
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Apesar da queda, a amplitude segue forte: 84,2% das ações do IBOV estão acima da média de 20 dias e 71,0% acima da de 50 dias (referência do fechamento de 14/09). Ou seja, a baixa veio concentrada em alguns pesos pesados, não em debandada geral.
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Lá fora, o Fed subiu os juros em 0,25 ponto, para 3,75%-4% ao ano, primeira alta desde 2023 e por decisão unânime. S&P 500 -0,45% e Nasdaq -0,01%, com o rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos de volta acima de 5%.
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Nos nomes domésticos, Braskem desabou cerca de 15% após corte de recomendação para venda, com o impasse da reestruturação da dívida no pano de fundo. Do outro lado, Magazine Luiza +6,28% e Assaí +4,77%, ajudadas pelo alívio na curva de juros futuros.
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Câmbio e commodities sem drama no dia: dólar de lado a R$ 5,1520 (+0,05%), índice do dólar (DXY) a 100,31, Brent quase parado a US$ 105,73 (-0,09%) e ouro em queda de 1,24%, a US$ 4.333.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: amplitude ainda saudável (84,2% do IBOV acima da média de 20 dias) não elimina o risco do Copom à noite — é evento binário, e posição montada antes da decisão carrega risco de abertura em gap na sessão seguinte.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: Fed subindo juros e sinalizando mais aperto, com o Treasury de 10 anos acima de 5%, encarece o dinheiro lá fora e tende a manter ativos de risco sob pressão; aqui, a curva de juros futuros já trabalha no sentido oposto. Cabe acompanhar como os dois lados se acomodam.
Para acionista de BRKM5
Queda de cerca de 15% veio na esteira de corte de recomendação, com o impasse da reestruturação da dívida como pano de fundo — não de fato novo divulgado pela companhia. Enquanto a negociação da dívida não se resolve, a ação segue em zona de volatilidade alta.
No radar — agenda BR + EUA
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668