Morning Call
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Ibovespa fecha a 186.596 com juros futuros em queda; Nasdaq renova recorde com chips e a agenda macro de hoje está vazia
Agenda vazia hoje — nenhum indicador programado no Brasil ou nos EUA. Sem catalisador de calendário, o pregão fica à mercê do fluxo externo e do noticiário local. Dois fios a acompanhar: o governo deve anunciar o contingenciamento do Orçamento (bloqueio de gastos) ainda nesta semana, com efeito direto na curva de juros que já vinha cedendo; e o petróleo, que apesar da alta de ontem acumula -10,63% na semana. No overnight, bitcoin acima de US$ 86 mil, maior nível desde janeiro.
O que tá dando o tom
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Ibovespa subiu 0,74%, aos 186.596 pontos, depois de tocar 187.434 na máxima do dia. O dólar ficou em R$ 5,11 e os juros futuros cederam em toda a curva: o DI para janeiro de 2028 foi a 13,515%, 11 pontos-base abaixo do ajuste anterior.
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Nova York fechou forte: Nasdaq +2,26%, em novo recorde nominal, e S&P 500 +1,49%, com semicondutores no comando — Intel +12%, AMD perto de +10% e Meta +11% com a adoção do seu novo agente de inteligência artificial.
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Brent a US$ 97,19: subiu 0,99% no dia, mas acumula queda de 10,63% na semana, com sinais de retomada das conversas entre EUA e Irã. O petróleo mais barato aliviou os juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) — o de 10 anos foi a 4,953%, ante 4,996% na sexta.
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Amplitude do IBOV segue saudável: 71% das ações estão acima da média de 20 e de 50 dias (fechamento de referência em 18/09), ou seja, alta espalhada e não concentrada. O alerta de amplitude fraca é lá fora, com poucos papéis sustentando o S&P 500 perto da máxima.
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Eleição no radar: duas pesquisas divulgadas ontem mantiveram o empate técnico no segundo turno (42% a 41% numa, 46% a 45% na outra). O mercado vem lendo disputa apertada como cenário favorável, e o real ficou entre os destaques do dia.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: sem agenda macro, o dia depende do humor externo. Amplitude de 71% das ações acima da média de 20 dias não indica exaustão, mas o índice opera perto do topo — cabe exigir volume confirmando antes de perseguir a alta.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: juros futuros cedendo em toda a curva e dólar em R$ 5,11 refletem petróleo mais barato e leitura de eleição apertada. É alívio de prêmio de risco que depende de duas coisas fora do nosso controle — o contingenciamento do Orçamento e o rumo das conversas EUA-Irã.
Para acionista de BBSE3
Queda de 2,55%, a R$ 39,82, após dados da Susep apontarem prêmios mais fracos em julho. Cabe acompanhar se foi mês isolado ou desaceleração na emissão de prêmios (receita dos seguros vendidos).
No radar — agenda BR + EUA
Nenhum evento macro relevante hoje.
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668