Morning Call
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Petróleo abaixo de US$ 100 com Irã negociando Ormuz; IBOV chega sem agenda macro e com eleição a duas semanas
Sem evento macro programado para hoje, no Brasil ou nos EUA — o pregão fica nas mãos de notícia. Três fios puxam: a diplomacia do Irã sobre Ormuz, que manda no petróleo; as contas fiscais que o governo apresenta nesta semana, depois do corte da projeção de PIB; e a corrida eleitoral, a duas semanas do primeiro turno em 4 de outubro, que já aparece no giro de papéis sensíveis a troca de governo. Ata do Banco Central e nova pesquisa ficaram para trás ontem. Sem agenda, a amplitude estreita de Nova York é o termômetro.
O que tá dando o tom
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IBOV em 186.596 pontos, +0,74% no dia e +0,59% na semana. Setembro já acumula 5,64%, e depois de uma alta forte o investidor ficou em compasso de espera — o giro de ontem foi morno, R$ 30,23 bilhões.
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Brent a US$ 98,20, -1,06% no dia e -7,21% na semana, abaixo dos US$ 100 depois que o Irã listou condições para reabrir o Estreito de Ormuz: fim do bloqueio naval, liberação de ativos congelados e fim da guerra. Sem acordo, o barril segue refém de manchete.
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Nova York dividida: Nasdaq +0,45% renovando recorde, S&P 500 de lado (0,00%) e Dow pressionado por bancos. São poucos setores puxando o índice — o que o mercado chama de amplitude estreita, quando a alta se concentra em um punhado de ações.
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Câmbio parado: USD/BRL em 5,1010, sem variação no dia e -0,81% na semana. O índice do dólar (DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes) em 100,73, +0,13%. Ouro em US$ 4.382, praticamente estável.
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No fiscal, a Fazenda cortou a projeção de PIB 2026 de 2,3% para 2% e a Receita reduziu de R$ 29 bilhões para R$ 10,5 bilhões a estimativa de arrecadação com a taxação de dividendos — números que entram nas contas a serem apresentadas nesta semana.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: dia sem agenda macro e com petróleo preso a manchete diplomática — o movimento pode vir de repente e sem aviso. Cabe evitar posição grande em papéis de óleo sem stop definido, ainda mais com o volume fraco de ontem (R$ 30,23 bilhões).
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: o corte da projeção de PIB 2026 (de 2,3% para 2%) e a arrecadação bem menor com a taxação de dividendos apertam as contas fiscais que o governo apresenta nesta semana — tema que pesa mais nos próximos meses do que no pregão de hoje.
Para acionista de PETR4
A recuperação de Petrobras sustentou o índice ontem, mas o Brent perdeu 7,21% na semana e está abaixo dos US$ 100, dependendo de um acordo sobre Ormuz que ainda não existe. Cabe acompanhar o barril, não antecipar o desfecho.
No radar — agenda BR + EUA
Nenhum evento macro relevante hoje.
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668