Morning Call
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Juros longos dos EUA na máxima desde 2004 e pesquisa apertada desarmam o trade eleitoral; IBOV aos 185.814 pontos
O comando veio dos juros lá fora: Treasuries longos na máxima desde 2004 e sinais de que a inflação ainda incomoda levaram o mercado a precificar mais duas altas do Fed até dezembro. Aqui, a pesquisa apertada recolocou a eleição na conta e a curva de juros abriu. Setembro segue de lado: estrangeiro comprando na B3, institucional doméstico sacando. O Banco Central viu atividade econômica em queda em quatro das cinco regiões em julho. Sem calendário macro programado hoje.
O que tá dando o tom
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IBOV em 185.814 pontos, -0,42% no dia, com R$ 20,8 bilhões de giro — depois de ter chegado perto dos 188,8 mil na máxima. O dia virou no meio do caminho.
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Nova pesquisa nacional colocou Lula à frente numericamente no segundo turno, 47,7% contra 47,4% de Flávio Bolsonaro. Empate técnico desarma o chamado trade eleitoral (aposta em bolsa subindo e dólar caindo) que vinha sustentando o mercado.
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Lá fora, os juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) foram à máxima desde 2004 na ponta longa e Nova York fechou em baixa: S&P 500 -0,75%, NASDAQ -1,13%. O mercado passou a embutir mais duas altas de juros pelo Fed até dezembro.
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A curva de juros futuros brasileira abriu (juros longos subiram): DI para janeiro de 2028 a 13,585% e para janeiro de 2035 a 14,035%. Dólar/real em 5,1681.
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Ouro em US$ 4.318 a onça, cedendo com dólar e juros em alta — ativo sem rendimento perde apelo nesse ambiente. Brent perto de US$ 97 o barril, com as conversas EUA-Irã travadas.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: com o trade eleitoral desarmado e os juros longos lá fora na máxima desde 2004, a referência intraday passa a ser a curva de juros e o dólar, não o índice. Sem dado de amplitude do IBOV hoje (quantas ações sobem contra quantas caem), cabe exigir volume confirmando antes de entrada comprada.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: se a leitura de Fed mais duro se firmar, juros altos nos EUA por mais tempo pesam sobre bolsas globais e sobre o apetite por emergentes. A curva brasileira já abriu — DI de 2035 a 14,035% —, o que muda a régua de comparação entre renda fixa e bolsa.
Para acionista de MGLU3
Magazine Luiza liderou as altas depois de a Anvisa liberar a venda de medicamentos na plataforma por farmácias parceiras. Cabe acompanhar se a autorização vira receita nos próximos trimestres antes de tratar o movimento de um pregão como tendência.
No radar — agenda BR + EUA
Nenhum evento macro relevante hoje.
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668