Morning Call

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

IBOV na terceira alta, aos 187,2 mil, no último pregão antes do 1º turno; payroll às 9h30 e juro de 10 anos dos EUA na máxima desde 2002

Dia de duas pontas. Às 9h30 sai o payroll de setembro nos EUA (relatório de emprego, a referência mais importante para o próximo passo do Fed, o banco central americano), junto da taxa de desemprego — e o vice-presidente do Fed já disse haver mais espaço para focar na inflação. Aqui, é o último pregão antes do primeiro turno de domingo, com a disputa presidencial acirrada. No pano de fundo, a confiança empresarial caiu ao pior patamar em 13 meses.

O que tá dando o tom

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    O Ibovespa fechou em alta de 0,46%, aos 187.198 pontos — terceira sessão seguida de ganho, com Petrobras e Vale sustentando o índice depois de um dia volátil (a mínima foi a 184.767). Na semana, +1,76%.

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    A amplitude do mercado segue morna: 40,8% das ações do IBOV estão acima da média de 20 dias e 60,5% acima da média de 50 dias (fechamento de referência 29/09) — a alta vem de poucos nomes grandes, não da tropa inteira.

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    Lá fora o dia foi dos juros: o título de 10 anos do governo americano tocou 5,34%, maior nível desde 2002, e o de 30 anos chegou a 5,66%, antes de recuarem à tarde. O alívio bastou para o S&P 500 virar, +0,19%, aos 7.666 pontos.

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    O Brent subiu 4,4% e segue acima de US$ 100 (US$ 102,11), com relatos de reforço militar americano no Oriente Médio e pressão dos EUA sobre a União Europeia para liberar estoques de diesel. Combustível caro pressiona inflação justamente com o juro longo em máxima de duas décadas.

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    O dólar destoou da bolsa: USD/BRL a R$ 5,2271, +0,71% na semana, acompanhando a corrida global pela moeda americana — e os juros futuros aqui também subiram com a disparada do petróleo. O índice do dólar (DXY) está em 101,93.

O que fazer com isso hoje

  • Para o trader

    Para o trader: amplitude apenas morna (40,8% do IBOV acima da média de 20 dias) com payroll às 9h30 e eleição no domingo — pouca confirmação para carregar posição alavancada virando o fim de semana.

  • Para o investidor de longo prazo

    Para o investidor de longo prazo: juro de 10 anos dos EUA na máxima desde 2002 somado a Brent acima de US$ 100 encarece o dinheiro e pressiona a inflação ao mesmo tempo; cabe acompanhar o efeito sobre as bolsas nos próximos meses.

  • Para acionista de PETR4

    O petróleo foi o que sustentou o índice, mas o gatilho do Brent acima de US$ 100 é geopolítico (reforço militar americano no Oriente Médio) e pode desinflar rápido. Ficar de olho em quanto da alta é prêmio de risco.

No radar — agenda BR + EUA

09:30🇺🇸Payroll (Non-Farm) de setembro●●●
09:30🇺🇸Taxa de desemprego dos EUA●●●

Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668