Morning Call
terça-feira, 6 de outubro de 2026
IBOV dispara 7,70% e fecha a 206,9 mil pontos com o 1º turno; dólar volta pra casa de R$ 5,00
Sem eventos macro programados hoje no Brasil ou nos EUA — a agenda fica por conta do que o 1º turno deixou em aberto. O 2º turno é em 25 de outubro e nenhum plano fiscal concreto foi apresentado: o reapreçamento de ontem é aposta, não fato consumado. A amplitude do IBOV (fatia de ações acima das médias de 20 e 50 dias, sinal de força ampla) estava em 79% no fechamento de 02/10, antes do salto. Na semana que vem começa a temporada de balanços do 3º trimestre nos EUA, pelos grandes bancos.
O que tá dando o tom
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Maior alta diária do IBOV desde março de 2020: +7,70%, aos 206.912 pontos, depois de tocar 209.605 na máxima intradiária — nível inédito. Em uma sessão, as empresas do índice ganharam mais de R$ 420 bilhões em valor de mercado.
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O gatilho foi o 1º turno — Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, mais o avanço de aliados no Congresso. A aposta em risco fiscal menor derrubou a curva de juros futuros: o DI para janeiro de 2035 caiu 133 pontos-base (1,33 ponto percentual), a 12,8%.
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Dólar de volta à casa de R$ 5,00 (R$ 4,9988), com queda de 4,29% na semana. O VIX Brasil, que mede o medo do mercado local, recuou 27,74%.
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Quem ganha com juro menor liderou: B3 +22,63%, BTG +22,52% e o BDR da XP +24,43% (BDR é o recibo que negocia aqui ação de empresa listada fora). Bancos entre 10% e 14%. Na contramão, exportadoras como Vale, Suzano e Embraer caíram com o real forte.
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Lá fora, NASDAQ em recorde (27.477, +1,05%) e S&P 500 a 7.774 (+0,66%), mas com os juros longos americanos na máxima de 24 anos — o título do Tesouro dos EUA de 10 anos a 5,349%. Brent a US$ 100,56 após conversas Irã-Catar e liberação de estoques de emergência do G7.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: depois de uma alta de 7,70% em uma única sessão, o IBOV entra em zona de tensão — tocou 209.605 pontos na máxima e devolveu parte até o fechamento. Sem evento macro na agenda de hoje e com o 2º turno só em 25 de outubro, cabe esperar volume confirmando antes de perseguir o movimento.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: o juro real do IPCA+ 2032 no Tesouro Direto saiu de 7,66% para 7,01% (o que rende acima da inflação), ou seja, a janela de taxas altas encurtou. Lá fora, o título de 10 anos dos EUA a 5,349% é a máxima desde 2002 — o prêmio cobrado por dívida pública longa segue subindo.
Para acionista de VALE3
O real forte derrubou as exportadoras no dia de euforia — receita em dólar vale menos em reais quando o câmbio cai. Com o dólar a R$ 4,9988 (-4,29% na semana), cabe acompanhar se a pressão se estende ou se foi só rotação de carteira pra quem ganha com juro menor.
No radar — agenda BR + EUA
Nenhum evento macro relevante hoje.
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668