Morning Call
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
IBOV devolve parte do rali eleitoral e fecha a 205,8 mil; dólar abaixo de R$ 5 e S&P 500 em novo recorde
Sem evento macro programado para hoje, o pregão fica à mercê do que já está na mesa. Lá fora, o foco vira a temporada de balanços do terceiro trimestre e a ata do FOMC (comitê de juros do Fed), que em setembro elevou a taxa à faixa de 3,75% a 4,00%, primeira alta desde 2023. No Brasil, pesquisa com bancos aponta mediana de corte de 0,25 ponto na Selic em novembro, a 13,50% no fim do ano, e o Senado discute a PEC do fim da escala 6x1, com votação em primeiro turno sinalizada para 15/10.
O que tá dando o tom
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A queda de 0,52% do IBOV, aos 205.835 pontos, tem cara de realização de lucros (venda depois de uma alta forte) e não de deterioração: na semana o índice ainda sobe 11,97%.
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Amplitude segue forte: 92,4% das ações do IBOV estão acima da média de 20 dias e 89,4% acima da de 50 dias — a alta é ampla, não obra de dois ou três papéis.
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A bolsa destoou dos outros ativos porque o movimento foi concentrado: revisões de recomendação no setor financeiro derrubaram Banco do Brasil 6,42%, maior queda do índice, enquanto Bradesco subiu 4,40%.
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Juros futuros caíram de novo: o DI para janeiro de 2028 ficou em 12,61% (contrato que mostra quanto de juro o mercado espera até lá) e a curva de dez anos saiu de cerca de 14,4% para 13%, o que reduz o custo de capital das empresas.
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Nova York fechou em recordes — S&P 500 +0,58% (7.819) e Nasdaq +0,45% (27.600) — com alívio na renda fixa: o juro do título americano de dez anos recuou à casa de 5,26%. Brent a US$ 101,57 e dólar a R$ 4,9825, -4,24% na semana.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: com 92,4% do IBOV acima da média de 20 dias e nenhum evento macro no calendário de hoje, a realização de ontem não quebrou a tendência — o risco está em perseguir papel já esticado sem volume confirmando.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: a curva de juros de dez anos saindo de cerca de 14,4% para 13% derruba o custo de capital das empresas brasileiras, e é esse fio — não o pregão de um dia — que sustenta a reprecificação da bolsa. Cabe acompanhar se a Selic confirma o corte de 0,25 ponto em novembro.
Para acionista de BBAS3
A queda de 6,42% veio de revisões de recomendação ligadas ao custo de capital mais baixo, não de fato novo da empresa. Cabe acompanhar se o dinheiro segue rotacionando dentro do setor financeiro (saindo de um banco para outro, como no Bradesco +4,40%) antes de ler o movimento como tese.
No radar — agenda BR + EUA
Nenhum evento macro relevante hoje.
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668