Morning Call
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
IBOV fecha a 206 mil, maior nível desde abril, com Petrobras e juro longo cedendo; em NY, Nasdaq cai 1,25% com chips e IA
Pano de fundo incômodo lá fora: dirigentes do Fed (banco central dos EUA) voltaram a dizer que novas altas de juros podem ser necessárias para levar a inflação à meta de 2%, e os rendimentos dos títulos americanos seguem elevados. Petróleo é o outro vetor — Brent na casa dos US$ 103, com ataques no Oriente Médio, restrições do Irã em Ormuz e furacão ameaçando o Golfo do México. Ouro a US$ 4.202. Hoje não há evento macro no calendário; a temporada de balanços do 3º tri começa semana que vem.
O que tá dando o tom
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IBOV a 206.220 pontos, +0,94% no dia e +10,16% na semana, no maior nível desde abril. Petrobras (PETR3, PETR4) carregou o índice junto com ações domésticas sensíveis a juros — Magazine Luiza (MGLU3) subiu 5,56%, a R$ 10,25.
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A alta está espalhada, não concentrada em duas ou três ações: 86,8% das ações do IBOV estão acima da média de 20 dias e 89,5% acima da de 50 dias (amplitude forte, com referência no fechamento de 06/10).
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A curva de juros futuros é o centro de tudo: o DI (juro negociado entre bancos) para janeiro de 2028 está em 12,54% e o para 2035 em 12,6% — recuo de 18 pontos-base no dia e de 153 pontos desde domingo, com a pesquisa de 2º turno e um ajuste fiscal de ~R$ 250 bi em estudo.
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Nova York sem direção única: Dow +0,10%, S&P 500 -0,47% e Nasdaq -1,25%, aos 27.193. O peso veio de chips e inteligência artificial, depois de reportagem apontar receita anualizada da OpenAI cerca de US$ 20 bi abaixo do que a empresa sinalizava.
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Dólar praticamente de lado no dia, a R$ 5,02, e -3,92% na semana — destoando do exterior, com o índice do dólar (DXY, que mede a moeda contra uma cesta de pares) quase estável em 102,03.
O que fazer com isso hoje
Para o trader
Para o trader: amplitude muito esticada (86,8% das ações do IBOV acima da média de 20 dias) e agenda macro vazia hoje — tendência ampla a favor, mas pouco gatilho novo para sustentar entrada esticada sem volume confirmando.
Para o investidor de longo prazo
Para o investidor de longo prazo: Fed falando em novas altas e Brent nos US$ 103 mantêm pressão sobre inflação e juros globais; no doméstico, o recuo de 153 pontos-base no DI longo desde domingo é movimento de expectativa, não dado consumado — cabe acompanhar a retotalização do RJ no sábado e a leitura fiscal nas próximas semanas.
Para acionista de PETR4
O que carregou a ação foi o petróleo, sustentado por risco geopolítico (Ormuz, Oriente Médio) e clima no Golfo do México — suporte de origem externa e reversível, não melhora operacional. Cabe acompanhar se esse prêmio de risco no Brent ceder.
No radar — agenda BR + EUA
Nenhum evento macro relevante hoje.
Análise por Bráulio Langer Fernandes · CNPI-T 7668